8.9.05

Ó Patria Amada, Idolatrada, Salve, Salve!!!






penhor , no diciónário:
do Lat. pignores. m., objecto que se dá como garantia de uma dívida ou contrato;fig., testemunho;segurança;garantia;sinal;caução.

"... Se o penhor dessa igualdade, conseguimos conquistar com braço forte. "
Hino do Brasil

Quando a merda é definitivamente jogada no ventilador, primeiro vem a sensação de espanto, aquela própria de todo e qualquer tipo de escândalo. O mundo atônito parado em frente a televisão, acompanhando cada depoimento, passo a passo. Surgem os comentários que se iniciam tímidos durante o intervalo do café no trabalho, na hora do almoço em casa, quando opiniões divergem e convergem tendendo a um entendimento quase corporativo, e depois se alongam às mesas de bar, onde a conversa ganha uma passionalidade singular, emociona e une pessoas numa mesma corrente de indignação.

Esse é o sentimento inicial, regado a uma esperança de tudo se acertar e, ao mesmo tempo, a uma frustração doída, machucada por ter acreditado tanto e ter que se deparar com tamanha brutalidade.

Passadas as reações primitivas, chega a hora da pergunta: E agora? Queremos soluções, queremos culpados algemados atrás das grades, provando do gosto podre das celas tão renegadas por eles mesmos, tão esquecidas e largadas ao deus-dará. Queremos sabê-los violentados cruelmente, como são os estupradores, por terem ousado atacar a honra e a esperança de milhões de pessoas que esperavam, nada mais, nada menos, que alguém que olhasse por nós dessa vez.

Como se achar no direito de ludibriar uma nação e tirar dela tudo o que lhe restava? Como cometer um ato tão cruel e ficarem impunes? Passam, agora, dias e noites a elaborar defesas teatrais, onde ainda reservam momentos especiais para o choro e até para o riso!!

Não se faz isso, Ilustres Parlamentares, Excelentíssimo Senhor Presidente. Não se tira a esperança de um povo assim, porque quando se age levianamente dessa maneira, tudo o que resta é violência. E dela, estamos fartos.
A nossa juventude está cada vez mais estática perante toda essa falta de expectativas. Já não conseguimos mais imaginar o futuro como um momento próspero, senão como se fôssemos sócios anônimos dessa empresa falida. Não queremos emigrar para qualquer lugar desse mundo, onde não entendam nossa língua, e acharmos mais digno lavar o chão lá do que “ser doutor” aqui. Queremos desvencilhar a nossa cultura da prostituição, da corrupção e do jeitinho brasileiro. Queremos poder exaltar a magia de um povo que canta e dança e trabalha e faz história.

“É, a gente não tem cara de panaca, a gente não tem jeito de babaca, a gente não está com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela. A gente quer viver pleno direito, a gente quer viver todo respeito, a gente quer viver uma nação, a gente quer ser um cidadão.”
Grande Gonzaguinha

1 Comments:

Blogger july'z disse...

amiga...um poeta chamado rogério skylab fez tal música:

Eu tava andando no meio da rua,
Quando comecei a sentir os efeitos gasosos
De uma empada estragada.
Saí em disparada pela rua
E entrei no primeiro botequim.
Mal tive tempo de arriar as calças
E descarreguei.
Depois fiquei olhando os desenhos na parede:
Um piru, uma bunda, uma porção de telefones
E descobri uma verdade simples, absoluta, inelutável:
NÃO TINHA PAPEL HIGIÊNICO.
Seu Joaquim!!!!! Papel higiênico!!!!!!
Seu Joaquim!!!!! Guardanapo!!!!!!
Então o jeito foi levantar as calças
E sair pela rua com aquela coisa pastosa por entre as pernas.
E deu até vontade de cantar, e deu até vontade de cantar, e deu até vontade de cantar:
Eu olho pro céu, eu olho pro sol,
Eu olho as estrelas, eu olho pra lua,
Olho o universo, a via láctea,
Eu olho pra mim no meio da rua:
Ô, ô, ô, BUNDA SUJA, BUNDA SUJA,
Ô, ô, ô, BUNDA SUJA, BUNDA SUJA.

tô te mandando viu...beijo amiga!

6:25 PM  

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