A volta do malandro....
Resolvida a primeira etapa, ela pensava agora qual seria o próximo alvo para direcionar as suas tantas frustrações.
A quem costumava atribuí-las, havia utilizado até ficar roto, gasto.
Apagara, sumariamente, o pobre coitado após uma breve troca de palavras pequenas, suficientes para indicar a competência de cada um de continuar levando.
Pronto. Era o fim da ficção.
Vida real, here she comes.
Só não sabia ainda o que fazer com isso.
***
Olhava, vez por outra, desconfiada com a maneira torta de quem pensa demais. E pensa no que quer e no que não quer. E confunde os dois. E pondera cada paranóia – se é que elas submetem-se a sofrer a flexão desse maldito verbo.
Depois apela para um minuto de consciência que a leva a crer na vida como algo mais real do que ela pretendia que fosse.
E, assim, sofre cada segundo desse desatino que a pegou pela mão e não parece mais querer largar.
***
Tinha medo. Não era qualquer receio que pudesse ser controlado não. Era algo mais perto do pavor, do terror de saber que havia sim por ali um tal abismo, ainda que mal construído por ela própria.
Olhavam-se e perdiam-se.
Algo fazia com que as mãos, tateando um campo escuro, voltassem a se procurar, mesmo que perdidas, e ai era um consolo que não tinha tamanho. Carinho feito lá no coração mesmo.
Passaram dias assim, de encontros e desencontros bem coloridos que repisavam o entendimento cultivado por ali: ainda existe muito amor.
A quem costumava atribuí-las, havia utilizado até ficar roto, gasto.
Apagara, sumariamente, o pobre coitado após uma breve troca de palavras pequenas, suficientes para indicar a competência de cada um de continuar levando.
Pronto. Era o fim da ficção.
Vida real, here she comes.
Só não sabia ainda o que fazer com isso.
***
Olhava, vez por outra, desconfiada com a maneira torta de quem pensa demais. E pensa no que quer e no que não quer. E confunde os dois. E pondera cada paranóia – se é que elas submetem-se a sofrer a flexão desse maldito verbo.
Depois apela para um minuto de consciência que a leva a crer na vida como algo mais real do que ela pretendia que fosse.
E, assim, sofre cada segundo desse desatino que a pegou pela mão e não parece mais querer largar.
***
Tinha medo. Não era qualquer receio que pudesse ser controlado não. Era algo mais perto do pavor, do terror de saber que havia sim por ali um tal abismo, ainda que mal construído por ela própria.
Olhavam-se e perdiam-se.
Algo fazia com que as mãos, tateando um campo escuro, voltassem a se procurar, mesmo que perdidas, e ai era um consolo que não tinha tamanho. Carinho feito lá no coração mesmo.
Passaram dias assim, de encontros e desencontros bem coloridos que repisavam o entendimento cultivado por ali: ainda existe muito amor.
2 Comments:
adoro quanto tu aparece por aqui com esses teus escritinhos subentendidos e que no fundo no fundo eu entendo a maioria das linhas. entendo por dentro e por fora amiga.
ama amiga, ama que é uma das poucas coisas que nos faz acalentar o espírito.
saudade grande viu.
e pra que se precisa de sanidade se a vida é uma só??
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